quinta-feira, dezembro 06, 2012

E a saga continua


Insistindo, naquela situação de 'picar o boleto do concurso', insisti e o imprimi novamente, mas sem sopesar, a 'fera' se aproximou e mais uma vez ela o confiscou. Respirei fundo e me retirei da sala para não soltar um 'uivo' de muita raiva (mas descobri que todo esse estress vem me causando muitas consequencias nada agradáveis, então melhor soluçao: CALAR-ME!).

Pela manhã fui ao curso (como de costume), e abordei a outra parte 'não tão fera' (meu avô), ele disse que conversaria com a 'fera' (eu não acreditava muito que haveriam mudanças).

Dito e feito, a saga continou, ela não cedeu, e continuou inisitindo que:

"Você não vai fazer essa prova longe, você não vai ficar só passendo...",

"Imagina você morando longe (como se fosse do outro lado do mundo), e se você ficar doente? E se nós ficarmos doentes?" (meus avós, com quem moro, são idosos, com idade por volta de 70 / 80 anos)

"Você só vai fazer prova aqui perto"....

De novo eu optei por calar-me (e tenho certeza que algum leitor pode dizer que sou mole, submissa, fraca, criança, etc.... mas EU sei como é passar por isso tudo SEMPRE, e estar ainda atada sem muita coisa a fazer. Estou tentando buscar minha independencia e sair dessa, mas infelizmente ter uma carreira na Advocacia e obter retorno suficiente não é tarefa fácil, e passar em prova de concurso mais difícil ainda. Então o que tenho a fazer é CALAR-ME, e tentar não enlouquecer).

Imaginem: você ser controlada até com a roupa que veste? Será que isso só acontece comigo?

Ao sair para uma audiência, logo após o almoço não conseguir vestir aquela roupa nova que havia comprado recentemente. "Ei por que você vai colocar essa roupa? Aquele vestido X não te serve mais né? Se serve por que você não coloca ele? Não quer vestir porque está gorda e ele não serve né? Deixa aquela roupa nova para o fim do ano, porque você não vai comprar outra até lá"....

E mais uma vez resolvi colocar o tal do vestido e mostrar que eu não estou tão gordinha quanto ela disse, e que aquele vestido servia perfeitamente para a situação. Fui trabalhar e esquecer esses espisódios de submissão e de muita raiva (e uma tremenda dor no peito).

Sai do trabalho, passei de casa (que me arrependi), e sai novamente para buscar trabalho na casa de uma amiga, e a idiota aqui resolve dar satisfação e dizer o que vou fazer (eu sou uma idiota ao quadrado né?). Cheguei e mil e uma perguntas foram feitas: "você está fazendo trabalho ou está tomando cerveja?" "Você aproveita qualquer momento para ir sair para comer né, por isso está virando uma bola", "O que você faz tanto lá na casa da sua amiga?".... Uma certa crise de ciúmes prevalece .

Ultimamente a minha escapatória É permanecer o mínimo possível em casa, assim evito discussões e crises de estress (apesar de saber que eu tinha de ficar em casa e me dedicar aos estudos para passar logo em um concurso, mas de que jeito consigo nesse tormento todo? Preciso me equilibrar e conseguir, eu confesso!)

Acabei indo num Bar, como de costume às quartas-feiras, e não consegui terminar a noite sem uma ligação da 'fera' perguntando "Você não vai embora não? Já é quase meia noite!" (como se eu fosse virar abóbora!! risos).

.... Sorte não é a palavra que me acompanha ultimamente... ! Ao chegar no Bar, um eventual 'peguete' lá estava e fiquei sem opção de reação, ele estava acompanhado (azar, muito azar - estou precisando de um 'ânimo' e um 'colorido' na minha vida, mas está tão difícil!).

MAS, Deus sabe o que faz, tudo acontece no tempo certo (esse é o meu consolo).

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